quinta-feira, 8 de junho de 2017

Blog Evangelístico


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terça-feira, 2 de maio de 2017

Conversa Franca entre Pentecostais - A Experiência Pentecostal no Âmbito Religioso Protestante no Brasil


 
 
 
Sou um cidadão brasileiro, nascido e criado na grande metrópole de São Paulo, filho de pais baianos, tendo já quase meus 50 anos de idade, formado em teologia, atualmente bacharelando em Direito, com experiência religiosa no âmbito pastoral do movimento pentecostal das Assembleias de Deus à cerca de 35 anos; atuando na docência em teologia há um pouco mais de 20 anos.
 
Aprendi ao longo destes anos, olhar de maneira profundamente teológica e psicológica o movimento pentecostal, tendo diferentes opiniões sobre o mesmo. Quero, nesta breve reflexão esboçar indicações, tendo como intenção a provocação científica, o despertar e o contribuir junto àqueles que analisam o movimento.
 
Em primeiro lugar, convém salientar que particularmente acredito numa revelação na Bíblia Sagrada e a tenho como Palavra de Deus para a humanidade; porém, também tenho com clareza, a compreensão de que o pentecostalismo brasileiro é detentor de uma história religiosa, cuja diversidade é de extrema complexidade. Sendo que, mesmo consciente da presença de um saber teológico, todavia, a minha experiência, é de que este saber ainda parece ser de difícil aceitação, porquanto, o movimento pentecostal abarca dentre seus aspectos, uma tolerância que admite a manifestação de uma  linguagem não cadenciada pela teologia em si, mas, sua força motriz ainda tem grande concentração na mística de um grupo mais leigo, onde se faz presente a interpretação comum e popularizada do divino ou do sagrado; embora reconheço que já existem núcleos pentecostais, cuja expressão de fé é forjada nas salas dos seminários e por isso manifestam uma linguagem mais sofisticada e que reprova as denominadas "meninices ou infantilidade espiritual". 
 
Assim, a experiência religiosa pentecostal, me parece muito mais submissa a uma tutela de autoridade advinda das massas, sendo sob estas autoridades eclesiásticas tuteladas, de sorte que se permiti que ministérios pastorais sejam delimitados pelo clamor do leigo, seja por suas ansiedades e angústias existenciais, como, pelos anseios materiais hodiernos. Por outro lado, deve-se reconhecer que este fato torna a experiência religiosa legítima em relação a um determinado contexto da  realidade humana, porquanto, responde até certo ponto às ansiedades presentes.
 
Sendo fato, igrejas multiplicam seus membros sob a força da atmosfera existencial da mística popular, e assim são remetidos a atmosfera que os conduz. Isto nos permite assimilar que a teologia avança paulatinamente no movimento pentecostal, fazendo críticas e avaliações psicológicas sérias, contudo  a velocidade do processo é lenta diante da demanda, basta levantar um senso e detectar a formação e a consciência teológica presentes no movimento pentecostal brasileiro.
 
Digo isso, por ser membro e acompanhar milhares de amigos, pastores, seminaristas, membros, etc., com os quais convivendo a cada dia, me fazem sentir a realidade das estruturas eclesiásticas e das experiências religiosas, bem como, a demanda pastoral do século XXI.
 
No cotidiano, ministrando, tanto em Igrejas, quanto nos seminários, perceptível é a falta de leitura e capacidade reflexiva por grande parte dos alunos. Observa-se em grande escala o superficial interesse de alunos no seminário teológico pela própria teologia; na verdade são ávidos por respostas prontas. A superficialidade pode ser notada, tanto mais, por parte dos membros das igrejas, não leem quase nada a respeito de sua Fé, sendo absolutamente passivos e indiferentes a racionalidade da fé cristã. Como disse Nietzsche - "Instinto de Rebanho".
 
Assim, fica notório o desafio de um teólogo pentecostal no Brasil. Este deve saber conviver dentro do movimento e distinguir as manifestações, tanto quanto,  as inclinações das emoções humanas construídas por meio da linguagem popular e delimitadas na subjetividade de cada indivíduo; ao mesmo tempo agregar a convicção de que o mistério dos dons do Espírito Santo são também manifestações reais. Importa dizer que no universo pentecostal temos manifestações dos dons do Espírito, tanto quanto, temos pessoas bem intencionadas, porém altamente sugestionadas pelo tipo de ambiente cultural e nível teológico adjacente.   
 
De sorte que, como um vulcão em erupção, muitas destas experiências estão presentes no cotidiano da religiosidade pentecostal e norteiam a fé de muitos, o resultado disso é a grande confusão  e desorientação emocional de centenas de pessoas que pertencem ao movimento.
 
 
Muitos infelizmente estão internados em sanatórios, ou sob medida de segurança, por perderem a noção da vida e da realidade, uma vez que foram expostas a um tipo de experiência religiosa emergente no universo pentecostal, universo este  carente de teologia inteligente que o cadencie biblicamente e coerentemente.
 
Alguns sentem-se agredidos quando escrevemos tais fatos, ou os declaramos, no entanto, entendo que pessoas responsáveis com o próximo e que realmente se dizem pastores e líderes, são delicadamente preparados por Deus para cuidarem do Seu rebanho.
 
Ser um Pastor segundo as Escrituras, não diz respeito a ser ávido pelo lucro, bem como pelos privilégios que, entre aspas, alguns veem no universo pastoral da atualidade, antes, consiste em ter um coração segundo o coração de Deus, conceito advindo das Escrituras que fala da pureza, santidade e respeito à simplicidade do leigo e sua condição existencial.
 
Lamentamos que na perspectiva de muitos, a expressão acima representa líderes cheios de compaixão e fracos por não serem frios e explorar os simples. Disso também decorre a denúncia, de que esta é a razão do por que atualmente a verdade de Deus e Seu reino se encontrar obscura para milhões de pensadores, uma vez que muitos negam a fé bíblica por meio de suas obras.
 
 
Portanto, temos a leitura de uma experiência religiosa pentecostal intensa e variável no contexto brasileiro, como exemplo cito os Estados da Bahia e do Rio de Janeiro, onde notoriamente se percebe um movimento pentecostal que traz no seu bojo delineamentos culturais e aspectos afro-brasileiros, seja na forma de cantar e até mesmo de dançar, ou nos tipos de instrumentos advindos do ambiente do samba. etc.
 
Já em outros Estados como no Rio Grande do Sul, os aspectos se modificam, tanto quanto é notória as características de São Paulo e Belo Horizonte, onde o pentecostalismo tem suas expressões próximas e contagiadas pelo movimento gospel da década de 90 a seguir, bem como se nota que suas transformações são mais clássicas nos entornos das modernas comunidades.
 
Não obstante as demandas da complexidade cultural brasileira, evidencia-se a fusão de muitos pentecostais junto ao neopentecostalismo, suas liturgias e crenças, o que vem modificando doutrinas e expressões litúrgicas.
 
 
Há muito que se pensar no universo pentecostal brasileiro; aqui, me propus apenas escrever um aglomerado de palavras, como que indicando placas pela rodovia da experiência religiosa pentecostal no Brasil.
 
                                                                                                                                 Boa Reflexão.
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 25 de abril de 2017

A Guerra na Coréia do Norte e o Sentimento Apocalíptico





O mundo se encontra extasiado diante da possibilidade de uma grande guerra acontecer. As informações são as mais diversas, difícil saber a concretude e a realidade por detrás das evidências sombrias que nos são transmitidas pela mídia.
 
As intenções dos grandes blocos político-militares que estão envolvidos nesta possível guerra nos escapam, e como o mito da caverna de Platão, resta-nos um olhar para as sombras produzidas pelo lampejo do fogo aceso a projetar-se nas paredes. Assim, a realidade não nos é latente e clara o suficiente, senão para aqueles que diretamente estão diretamente envolvidos no conflito bélico.
 
Todavia, por outro lado, existe o olhar a partir da literatura Apocalíptica procedente dos teólogos que acreditam ser o Apocalipse de João, mais do que simples história da mística judaica antiga, mas uma revelação divina que permite ter a sensibilidade da iminência de uma Nova Ordem Mundial.
 
Teólogos do mundo inteiro se debruçam a cabeceira da janela existencial lançando um olhar analítico e tecendo suas conjecturas apocalípticas. Será esta guerra o dizimar de uma grande parte da população humana que abrirá novos horizontes num mundo que tem várias de suas fontes a se esgotar.
 
Questiona-se a escassez de "Recursos" que segundo A teoria populacional malthusiana desenvolvida por Thomas Robert Malthus (17661834, um clérigo anglicano britânico, além de intelectual influente em sua época, nas áreas de economia política e demografia .
 
Malthus percebeu que o crescimento populacional entre os anos 1785 e 1790 havia dobrado, em razão do aumento da produção de alimentos, das melhores condições sanitárias e do aperfeiçoamento no combate às doenças - benefícios decorrentes da revolução industrial. Essas melhorias fizeram com que a taxa de mortalidade diminuísse e a taxa de natalidade aumentasse.
 
Preocupado com o crescimento populacional acelerado, Malthus publica, anonimamente, em 1798, An Essay on the Principle of Population, obra em que expões suas ideias e preocupações acerca do crescimento da população do planeta. Malthus alertava que a população crescia em progressã geométrica, enquanto que a produção de alimentos crescia em progressão aritmética. No limite, isso acarretaria uma drástica escassez de alimentos e, como consequência, a fome. Portanto, inevitavelmente o crescimento populacional deveria ser controlado.
 
Ainda que se tenha proposto a "Revolução Verde" a partir da década de 1970 com ciclo de inovações que se iniciou com os avanços tecnológicos do pós-guerra, e desde essa época, pesquisadores de países industrializados prometiam, através de um conjunto de técnicas, aumentar estrondosamente as produtividades agrícolas e resolver o problema da fome nos países em desenvolvimento. Mas, contraditoriamente, além de não resolver o problema da fome, aumentou a concentração fundiária e a dependência de sementes modificadas; alterou significativamente a cultura dos pequenos proprietários; promoveu a devastação de florestas; contaminou o solo e as águas; e gerou problemas de saúde para agricultores e consumidores.
 
Contudo, sabe-se que o sentimento apocalíptico toma de assalto a alma humana que vive no olho do furação, ou no centro da contextualização de crise, de sorte que, há aqueles que não se encontram nos territórios da possível guerra, e por isso não a experimentam enfaticamente, de modo que, para os mais distantes esse tipo de sentimento não lhe diz respeito, senão, lhe propondo apenas uma superficial compreensão do terror que pouco o conscientiza ou amedronta.
 
Porém, independente do sentimento apocalíptico em si e de sua real compreensão, evidencia-se no mundo atual um tipo de preocupação global, pois sabe-se que os impactos de uma guerra nas proporções que parece manifestar, o sistema global inteiro será sacudido, e certamente estruturas econômicas serão abaladas.
 
Qual será a intenção dos Grandes blocos Políticos - Militares?
 
O que está por detrás destas ameaças bélicas contra a Coréia do Norte? Será apenas derrubar um Regime radical e despótico governamental opressor?
 
Será a luta pela manifestação dos Direitos Humanos de quarta dimensão?
 
Será a Manifestação do Império do Anticristo segundo a Literatura Apocalíptica com suas perspicácia governamental manifesta no ápice da bestialidade humana 666?
 
Caro leitor, este texto é uma provocação, para que a partir destas linhas introdutórias possas refletir teologicamente; elaborar raciocínios lógicos que lhe permitam conclusões mais claras à luz dos fatos, bem como, examiná-los à luz da Palavra de Deus. 
 
 
 
 
 

terça-feira, 14 de março de 2017

A NOSSA VINHA NÃO PODE VIRAR HORTA


I REIS - CAPÍTULO 21. 1-31 - A VINHA DE NABOTE



Provérbios 24. 30-34 - “Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento; e eis que toda estava cheia de cardos, e a sua superfície, coberta de urtigas, e a sua parede estava derribada. O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução. Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado. Assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado.” Para cuidar da vinha é necessário estar Acordado / Vigilante / Atento / Desperto.


INTRODUÇÃO: (Data cerca de 560 a.C) Exílio Babilônico.

Contexto – Cap. 20 apresenta o conflito militar entre Acabe Rei de Israel e Ben-Hadade Rei da Síria + 32 reis. Entretanto, Acabe acaba poupando a Bem-Hadade o que resulta em uma repreensão por parte de um profeta do Senhor o que provoca desgosto e indignação a Acabe (20.43). observe que Deus é revelado como: DEUS DOS MONTES / DEUS DOS VALES. A interpretação se dá a partir da manifestação de Deus em diversas ocasiões, isto é, nos Montes e nos Vales – Deus atuando “em cima e em baixo” – Isto nos permite compreender que Deus está sempre presente.

Ø  Acabe tinha duas residências, uma em Samaria, residência de inverno e outra em Jezreel residência de verão, uma casa de campo em nossos dias ou praia. A vinha de Nabote era contígua à residência de Nabote. A vinha Nabote  era pequena em relação ao que Acabe possui.

O interesse pela vinha de Nabote aparece como um atenuante, um anestésico paliativo para seu desgosto e indignação. A propriedade serviria de alento para as suas aflições.

VINHA AO LADO DO PALÁCIO - Hoje, com a evolução e o progresso mundial da mídia globalizada, o mundo passou a estar ao nosso lado e da nossa casa, entrando sem pedir licença. Programas de Reality Show são sucessos por anos seguidos, nos quais a cada edição há uma nítida preocupação em forçar relacionamentos promíscuos entre os participantes, induzindo a condutas permissivas, rebaixando os padrões morais a níveis baixíssimos, expondo relações sexuais explícitas ao vivo e a cores, sem nenhum constrangimento, pudor ou respeito. O único objetivo é garantir pontos no Ibope e o lucro fácil.

 
Bem localizada (ainda que ao lado do palácio (mas não fazia parte do palácio – assim estamos no mundo, mas não somos do mundo) de Acabe e Jezabel). De certa forma tratava-se de uma propriedade importante e valorizada.

 
Aprendendo a lidar com o desgosto de nossos oponentes: Acabe e Jezabel (Rei e Rainha) representam a autoridade das potestades representam o desgosto do nosso inimigo ante nossa posição firmada nas considerações pelo Senhor e pelos nossos pais, antepassados, história de livramento, as raízes de nossa fé. A investida de Jezabel contra Nabote revela: A Natureza corrupta e temível que possuía, de sorte que, muitas se submetem a sua ordem hostilizante (Anciãos e Nobres).

 
Ø  Porém, a recusa de Nabote serviu para acrescentar ainda mais o seu descontentamento e acentuar seus dramas. (c/ 20.43 a 21.4). A Politica Secular atual manifesta o seu desgosto pelas nossas posições e pelas nossas atitudes frente o sistema mundano. Querem tomar a nossa vinha a força.

Definição em Hebraico para “horta”

yereq (yeh'-rek); (com o sentido de vacuidade de cor); propriamente, palidez. Daí, por isso, um verde amarelado de uma vegetação nova e pálida.

Parece-nos que a idéia de Acabe era cultivar um local que o distrai-se e o ocupa-se. Uma atividade de plantio de hortaliças que lhe trouxe-se alguma forma de benefício. A horta que Acabe queria plantar na  vinha de Nabote, certamente seria de plantas ornamentais, para satisfazer o seu senso de  hedonismo. Tudo que Acabe queria era uma vida de prazer. O belo e o exótico que é o deus deste século. Se não cuidarmos, Acabe invade a nossa vinha.

 
VINHA – A HERANÇA DE PARA NABOTE

 
a)       A vinha de Nabote significava: Raízes familiares preservadas, identidade, conforto, tranqüilidade, segurança – Garantia de Futuro para os próximos herdeiros.

 
b)       Eram edificadas ‘torres’, donde se podia estar de atalaia para evitar as depredações do homem ou de certos animais, como o javali das selvas e os chacais (Sl. 80.13 – Ct. 2.15 – Is. 1.8 – 5.2Mt. 21.33). Necessidade de uma Torre para vigiar a vinha.
 

Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora os gentios, e a plantaste. Preparaste-lhe lugar, e fizeste com que ela deitasse raízes, e encheu a terra. Os montes foram cobertos da sua sombra, e os seus ramos se fizeram como os formosos cedros. Ela estendeu a sua ramagem até ao mar, e os seus ramos até ao rio. Por que quebraste então os seus valados, de modo que todos os que passam por ela a vindimam? O javali da selva a devasta, e as feras do campo a devoram. Salmos 80.8-13

 

E cercou-a, e limpando-a das pedras, plantou-a de excelentes vides; e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas boas, porém deu uvas bravas. Isaias 5.2
 

Ouvi, ainda, outra parábola: Houve um homem, pai de família, que plantou uma vinha, e circundou-a de um valado, e construiu nela um lagar, e edificou uma torre, e arrendou-a a uns lavradores, e ausentou-se para longe. Mateus 21.33


c)        Era permitido aos pobres fazer a respiga nas vinhas e nas searas (Lv. 19.10). Os podadores também pertenciam às classes pobres (Is. 61.5). Jezabel e Acabe queriam tirar o lugar em que os pobres tinham pelo menos alguma esperança. Tem lugar na sua vinha pra os Pobres?

d)       O preço pago por Nabote foi muito alto o que demonstra o sentido e o valor da vinha para ele (NABOTE JUNTO A SEUS FILHOS SÃO APEDREJADOS E MORTOS – II Reis 9.25).
 
e)       Objetivo de Satanás no presente século: Tomar a vinha e sua essência, para convertê-la em Horta oferecendo um colorido a alma, a vida, as emoções, removendo a verdade cristalina do evangelho. Remover o sentido da existência em Cristo onde subjaz o significado metafórico de vinha.

f)        Acabe representa exatamente aqueles que não têm qualquer compromisso com o Senhor, com a herança e com o fruto.
 
g)       O mundo também é dominado por um rei e uma rainha. O rei do mundo, Satanás e sua rainha a carne, que são inimigos ferrenhos dos servos do Senhor e daqueles que buscam a salvação em Jesus.

 
 CONCLUSÃO

1.       O texto bíblico de I Reis caps. 20 e 21 - nos transmite a grande verdade profética da justiça divina sobre o reino pecaminoso de Acabe e Jezabel. (o que representa os reinos seculares fora da vontade divina, bem como, todos aqueles que se levantam ou se posicionam como inimigos do povo de Deus.)

2.       O texto propõe que lutemos pela terra prometida (As promessas de Deus), pois, Deus é justo juiz e a voz profética não tardará em se levantar a nosso favor. Existe uma Palavra Profética pronunciada sobre as nossas vidas. Jezabel disse que Nabote era morto. Porém, o Deus de Nabote estava Vivo.

Sob a lei do Antigo Testamento, uma herança não podia ser permanentemente dada, perdida, roubada ou vendida. Ela precisava ser restaurada por um redentor ou retornar à posse do seu herdeiro por direito no ano do Jubileu. (Jubileu, no hebraico quer dizer “Sonido de trombeta”, feita do “chifre do carneiro”). Instrumento de onde se extraia uma nota musical longa e aguda. Usado para anunciar o Ano do Jubileu.

Somente o Proprietário (Redentor / Herdeiro) O toque da Trombeta na sua vinda. Aleluia!

 

domingo, 6 de novembro de 2016



UNIESP – FAPAN – CAMPUS SÃO BERNARDO

MARCELO ALVES DANTAS

 

SÍNTESE SOBRE RELIGIÃO E MAGIA

Trabalho do Curso de Direito (1° Semestre) – apresentado a FaPan, como requisito complementar da disciplina de Antropologia Jurídica.

Prof. Drª. Dalva Siqueira


 
São Bernardo do Campo
2016



SUMÁRIO


INTRODUÇÃO ........................................................................................................................
1) Conceito de Religião................................................................................................
a) Religião na Perspectiva da Sociologia.....................................................................
b) Religião na Perspectiva da Antropologia ................................................................
2) Conceito de Magia...................................................................................................
3) Religião e Novos Paradigmas no Contexto da Pós-Modernidade...........................
4) Fenomenologia no Contexto da Experiência Religiosa...........................................
5) Religião e Magia na Experiência Religiosa Contemporânea..................................

Considerações Finais..................................................................................................

Bibliografia...................................................................................................................

 

                                                                                                                                      
INTRODUÇÃO

1.    CONCEITO DE RELIGIÃO
                

 A religião é um sistema de representação e um sistema cultural. Sendo uma rede de símbolos, com fronteiras bem demarcadas, com textos e normas precisas, a religião se expressa e se apresenta como uma cultura. Ela tem modelos de comportamentos, organização, estruturação, doutrina e ocupa espaços nos mesmos moldes de uma cultura. É uma cultura religiosa.

Religião é fé, uma devoção a tudo que é considerado sagrado. É um culto que aproxima o homem das entidades a quem são atribuídas poderes sobrenaturais. É uma crença em que as pessoas buscam a satisfação nas práticas religiosas ou na fé, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade.

Religião é também um conjunto de princípios, crenças e práticas de doutrinas religiosas, baseadas em livros sagrados, que unem seus seguidores numa mesma comunidade moral, chamada igreja.

Todos os tipos de religião têm seus fundamentos, algumas se baseiam em diversas análises filosóficas, que explicam o que somos e porque viemos ao mundo. Outras se sobressaem pela fé e outras em extensos ensinamentos éticos.

A religião é também cultura, enquanto tentativa de buscar significar e de responder a perguntas sobre a existência humana e sobre o sentido da vida. De fato, ela “não é patrimônio exclusivo das igrejas. É fruto da história dos povos e a eles pertence como um dos elementos mais significativo e importante de suas culturas; porque ela, antes de ser a estruturação de certa experiência religiosa é, e representa, o anseio humano de se transcender e de se encontrar com aquele Ser, no qual a humanidade encontra respostas às suas perguntas profundas.


a)    RELIGIÃO NA PERSPECTIVA DA SOCIOLOGIA

 
As religiões constituíram sofisticados sistemas de crenças, relações sociais, padrões de comportamento e rituais ao longo da história e conforme os mais variados contextos culturais. Para Emile Durkheim a religião teria a função de fortalecer os laços de coesão social e contribuir para a solidariedade dos membros do grupo.

Para Karl Marx a religião como ópio do povo, segundo a lógica de que o povo projeta em seus deuses e no mundo sobrenatural a vida que deseja ter aqui na terra. Esta forma de pensar leva à resignação, a aceitação das condições de nossa vida como um destino que não pode ser modificado.

Max Weber comparou religiões orientais e ocidentais, com o objetivo de compreender as razões do desenvolvimento do capitalismo na Europa. Concluiu que o mundo oriental não oferecia condições para este tipo de organização econômica devido aos seus sistemas religiosos, os quais pregavam valores de harmonia com o mundo, de passividade em relação às condições de existência, ao contrário das religiões cristãs que incentivavam trabalho e a prosperidade. Segundo ele, os protestantes possuíam um forte espírito empreendedor baseado na crença de que com o trabalho estariam servindo a Deus. O enriquecimento e o sucesso material eram sinal de favorecimento divino.

 
b)   RELIGIÃO NA PERSPECTIVA DA ANTROPOLOGIA


A antropologia da religião envolve o estudo das instituições religiosas em relação a outras instituições sociais, e da comparação de crenças e práticas religiosas em diferentes culturas. A antropologia moderna assume que toda religião é criada pela comunidade humana que se prostra diante dela, uma abordagem metodológica que é chamada a ideia de projeção.

Os antropólogos, falam também de variáveis que modificam essas instâncias antropológicas.

A primeira delas seria a concepção do divino. Se for verdade que as instâncias antropológicas fazem os humanos descobrir o sobrenatural, é também verdade que a ação dos deuses sobre os humanos vai depender do modo como as pessoas e as culturas concebem esse sobrenatural. Se, por exemplo, a concepção da divindade é de um juiz, a sua ação sobre os seres humanos será diferente daquela onde a concepção de deus é do tipo materno. Se a concepção de divindade é monoteísta a sua ação sobre os humanos será bem diversa daquela na qual se aceita o politeísmo.

A segunda variável é a configuração social. Dependendo do modo como o grupo social está organizado, a ideia do divino pode incutir medo e terror ou pode proporcionar segurança e tranquilidade. Assim sendo, numa ditadura a ideia de deus está associada à insegurança e ao pavor. Do contrário, numa situação de mais democracia e respeito pela dignidade da pessoa, a concepção de deus pode propiciar um sentimento de paz e de tranquilidade.

Por fim, uma terceira variável seria o grau de conhecimento científico das pessoas e culturas. Na medida em que as pessoas avançam nos conhecimentos científicos elas tendem a compreender melhor a realidade, não sendo mais necessário “incomodar os deuses” para explicar certos fenômenos. Alguns antropólogos costumam dizer que em determinados ambientes, onde a ideia do sagrado está profundamente associada ao medo e ao terror, a ciência é tida como concorrente da religião.

 
2.    CONCEITO DE MAGIA


A magia, antigamente chamada de grande ciência sagrada pelos magos, é uma forma de ocultismo que estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, cirando, assim, um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A magia tem características ritualísticas e cerimoniais que visam a entrar em contato com os aspectos ocultos do universo e da Divindade. Afirma-se que, por meio de rituais, feitiços, orações ou invocações é possível fazer com que forças ocultas atuem sobre o ambiente, modificando, por exemplo, a vontade, o agir ou o destino das pessoas. Essa concepção, no entanto, é tida como irracional pela ciência.

Por magia entende-se a crença ou atribuição de poderes sobrenaturais a coisas ou objetos, capazes de interferir automaticamente no curso dos acontecimentos. Além disso, a magia seria o controle dessas forças sobrenaturais por meio de fórmulas, rituais e ações. Seria também a técnica para controlar a natureza, com a finalidade de obter coisas ou precaver-se de forças misteriosas. Na magia o feiticeiro ou mago manipula as forças sobrenaturais através de rituais, ações, objetos, mágicas, formulas verbais ou por meio de encantamentos. Há quem acredite que a magia não se distinga da religião. Outros antropólogos, porém, veem diferença pelo fato de que a magia não crê em seres espirituais. Apenas atribui poderes sobrenaturais a coisas ou objetos.



Os estudiosos falam de cinco tipos de magia:

 
1.    Analógica ou imitativa por meio da qual o semelhante produz o semelhante e o efeito se parece com a causa (exemplo: fazer um boneco representando a pessoa e espetá-lo com alfinetes);

2.    Contagiosa, isto é, a crença de que o contato com alguém ou alguma coisa produza um efeito que perdura mesmo quando distante (exemplo: tocar numa imagem de santo);

3.    Simpática, no sentido mágico da expressão, feita para exercer influência sobre as pessoas (as famosas “simpatias”);

4.    Branca, ou seja, aquela boa ou benéfica;

5.    Negra, quando considerada má ou maléfica.


3.    RELIGIÃO E NOVOS PARADIGMAS NO CONTEXTO DA PÓS-MODERNIDADE


Para alguns estudiosos da Religião existem cinco novos paradigmas religiosos.               

 A partir desses contextos e situações vão se delineando cinco novos paradigmas religiosos.

1.    DESREGIONALIZAÇÃO - O primeiro deles é a assim chamada desregionalização da religião: agora não existem mais áreas específicas de influência da religião, pois ela está em toda parte, não obstante a “ocidentalização” do mundo.

 
2.    DESPRIVATIZAÇÃO - diz respeito a desprivatização da religião: ela voltou a ser um fator político e socialmente relevante, a tal ponto que se poderia falar hoje de encontro ou desencontro entre as nações não mais a partir de questões geopolíticas, mas de rivalidades religiosas; poderíamos também falar de ciência política da religião.

 
3.    DESREGULAMENTAÇÃO - O terceiro paradigma pode ser chamado de desregulamentação da religião: ou seja, o enfraquecimento das regras tradicionais, o fim do monopólio da instituição que promovia e controlava os bens religiosos. Embora a religião tenha recuperado a sua força, inclusive pública, ela não deixa de lado esse caráter herdado do modernismo. Exceto alguns países de regime político teocrático, a religião, embora socialmente e politicamente importante, perde a sua carga institucional e é deixada à consciência dos cidadãos e das cidadãs.
 

4.    DESDOGMATIZAÇÃO - esse quarto paradigma: pode ser chamado de desdogmatização da religião. Trata-se do surgimento da “religião à la carte”, isto é, da religião do “faça-você-mesmo”. Assiste-se, desse modo, não só a uma crescente privatização do fenômeno religioso, mas também a um multiplicar-se de ofertas religiosas, com propostas para todos os gostos. O exótico passa a ter uma influência determinante no âmbito da religiosidade.


5.    DESPATRIARCALIZAÇÃO - Assim foi possível o surgimento de um quinto paradigma conhecido como despatriarcalização da religião. No contexto da pós-modernidade a religião não é mais dirigida e orientada pelos homens. Nos novos grupos religiosos há maior envolvimento da mulher na direção ou liderança, criando certo mal-estar para os homens que continuam tendo dificuldade não só de aprovar, mas até mesmo de compreender essa dimensão da mudança. As religiões tradicionais continuam intransigentes, não aceitando o papel de liderança das mulheres. E quando se tentou romper esse cerco – como foi o caso de determinadas correntes do Anglicanismo – os alicerces dessas religiões foram seriamente abalados por grandes crises.

 
4.    Fenomenologia no Contexto da Experiência Religioso


A denominação “fenomenologia da religião” foi usada pelo historiador Gerardus van Leeuw (1890-1950). Foi esse o contexto da mudança de orientação no estudo da religião: mudou-se a perspectiva do estudo clássico da religiosidade para o olhar fenomenológico, cuja tarefa é não se restringir em descrever apenas a religião como uma construção abstrata ou teórica, mas descrever os possíveis fenômenos religiosos da vivência humana.

A religião pode ser descrita fenomenologicamente como “identificação com o culto religioso, porque este engloba em sua estrutura todas as ações que se dirigem ao Sagrado, quer este seja concebido como Ser transcendente, quer como um Deus antropomorfo quer como um Absoluto impessoal”.

Sublinhando-se o “religioso”, constata-se que este dado trata de um fenômeno especificamente humano, radicando-se como condição humana. Por condição humana entende-se que os homens são seres condicionados; isto é, tudo aquilo com o qual eles entram em contato torna-se imediatamente uma condição de sua existência. Conclui-se, a partir daí, que a religiosidade se tornou uma condição humana desde o momento em que a humanidade entrou em contato com essa dimensão, na busca de um sentido supramundano ou sobrenatural para a sua existência.

Segundo a fenomenologia da religião, a experiência religiosa é a experiência fundante do homem, pois é na vivência, experiência e a existência que o homem realiza o seu diálogo com o mundo, buscando, na verdade, o significado último das coisas e do homem em relação ao “Sagrado”.

A partir desse fato, percebe-se que a superação da experiência da finitude existencial acontece apenas por meio da experiência religiosa, fazendo o homem abrir-se para o infinito de seu próprio ser e para algo que está além do humano ou supra-humano. Dessa forma, a vivência religiosa mantém-se ligada à instância religiosa, ou seja, permanece a possibilidade do surgimento do Sagrado, ou do Maior, ou do Absoluto. Dando continuidade a esse raciocínio, chega-se à seguinte conclusão: “A experiência do Sagrado constitui um elemento na estrutura da consciência. Todo ser humano possui consciência. Dessa constatação se deduz que a experiência do Sagrado está presente em seu ser, apesar de não revela-la sempre”.

Enquanto fenômeno diz respeito a tudo o que está sujeito à ação dos nossos sentidos, ou que nos impressiona. Enquanto disciplina filosófica, que traz consigo o método fenomenológico, a fenomenologia da religião pretende ultrapassar o conceito de uma religião mais verdadeira. Ela propõe uma abertura para outras religiões e culturas. Essa atitude não impede de se ter crença numa determinada religião, visa apenas excluir os pré-conceitos existentes na diversidade religiosa, que causam certa sensação de superioridade diante das outras.


5) Religião e Magia na Experiência Religiosa Contemporânea.
 

A religião é um sistema de representação e um sistema cultural. Sendo uma rede de símbolos, com fronteiras bem demarcadas, com textos e normas precisas, a religião se expressa e se apresenta como uma cultura.

 
A luz desta breve pesquisa, a religião se expressa por duas vias principais, a saber:

a)    Dogmática - no que diz respeito a sua manifestação dogmática se expressa pelos conceitos da ética de moral;

b)   Mística – e em se tratando do âmbito da Magia, a religião se faz expressar por meio do fenômeno que diz respeito a tudo o que está sujeito à ação dos nossos sentidos, ou que nos impressiona.


Ainda que existam múltiplas formas de magia e suas manifestações, contudo, em essência podemos acentuar que a magia perpassa pelo âmbito do misticismo que pode ser definido como um tipo de religião que enfatiza a atenção imediata da relação direta e íntima com a divindade, ou com a espiritualidade, com a consciência da Divina Presença. É a religião em seu mais apurado e intenso estágio de vida. O iniciado que alcançou o "segredo" é chamado um "místico". Os antigos cristãos empregavam a palavra "contemplação" para designar a experiência mística.

Outros círculos usam o termo mistério para as questões ocultas e suas manifestações. O termo êxtase (do grego ékstasis, pelo latim tardio ecstase, exstase) corresponde ao sentimento de prazer, expressão, tanto utilizada para descrever uma experiência de transe, resultado da meditação ou contemplação. Referindo-se ao "transe" religioso pode ser também descrito como "consciência cósmica" (ampliada), "comunhão com a natureza"; "iluminação" e ainda vocábulos de religiões específicas como nirvana que, no budismo, significa paz, estado de ausência total de sofrimento.

Por se derivar de uma palavra grega (ékstasis) apresenta-se através do transe profético e visões, em algumas experiências causadas por inalações de algum tipo de vapor, ou da ingestão de chá de ervas, flores, etc. Como exemplo, temos: etilenodióxido de carbono respirado por Pítia a Sacerdotisa de Apolo do oráculo de Delfos ou e as experiências de possessão do culto de Dioniso e por extensão das exeriências religiosas do jejum, orações, abstinência sexual e/ou autoflagelação e exorcismos, como meios de acesso ao mistério.


CONSIDERAÇÕES FINAIS
    

Como conclusão entendemos que toda e qualquer religião tem como fundamento a busca de uma experiência com o Sagrado ou Numinoso.

Para explicar retomo as palavras de Rudolf Otto (1917/2007), ao mencionar que o cerne e matriz de toda religião reside nesse numinoso, seu caráter de incontrolável, de impronunciável, do que se mostra impossível de ser conceituado, portanto, seu caráter irracional.

Enquanto nume, o sagrado se faz presente por seus efeitos psíquicos e pela categoria de interpretação e valoração em si mesmo; não pode ser observado ou apreendido diretamente, mas sua presença pode ser experimentada a partir de sentimentos afins e contrastantes, além das expressões simbólicas.

Nesse sentido, Otto afirma que o numinoso não "é ensinável em sentido estrito, mas apenas estimulável, despertável, chegando a alegar que só pode estudar a ciência da religião aquele que já experimentou tais sentimentos”.

Assim, de certa forma, em certa medida toda Religião é Magia, mas nem sempre magia é religião.

 
BIBLIOGRAFIA

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CROATTO, José Severino. As Linguagens da Experiência Religiosa. São Paulo, Paulinas, 2001.

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FILHO, Tácito da Gama leite. As Religiões Seculares. Ed. Juerp, RJ. 1994.

PADEN, William E. Interpretando o Sagrado: Modos de Conceber a Religião. Paulinas, 2001.

RIBEIRO, Jorge Cláudio (org.). Moradas do Mistério. São Paulo. Olho d’Água, 2001.

VERNANT, Jean-Pierre. O universo, Os Deuses, Os Homens. São Paulo, Companhia das Letras, 2000.


SITES

Interlocução entre Rudolf Otto, Carl Gustav Jung e Victor Whitei http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-52672012000100006 – acesso 09/10/2016.

Êxtase - https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Axtase – acesso: 09/10/2016.

Misticismo - https://pt.wikipedia.org/wiki/Misticismo - acesso: 09/10/2016.